Voltando no tempo...

Avenida Soares Lopes

Fotógrafo não identificado

Avenida Soares Lopes, na década de 50, antes da construção do Porto do Malhado. Em primeiro plano a antiga praça João Pessoa. Devido a quantidade de pessoas frequentando a praia e a avenida, pode-se afirmar que o registro foi realizado em dia de domingo ou feriado. Destaque para os postes de iluminação. (Acervo: José Nazal).

 

Um dos mais belos cartões postais de Ilhéus, a avenida Soares Lopes, já foi denominada de "Beira-Mar", "Mem de Sá", "Álvares Cabral" e "João Pessoa". A atual denominação é uma homenagem ao Dr. João Batista Soares Lopes, médico de alto espírito humanitário, que exerceu sua profissão em Ilhéus nas primeiras décadas do século XX. Segundo informação oral de Sá Barretto, também já foi chamada de ‘ Avenida Copacabana’.

Sofreu intervenção nos governos de Ariston Cardoso(1973-1976) e Jabes Ribeiro(1983-1988) e Antônio Olímpio(1993-1996), com projeto do renomado arquiteto Roberto Burle Max. A obra nunca foi totalmente concluída - de acordo com o projeto inicial.

Com o assoreamento ocorrido ao longos de décadas, após a construção do porto, cada vez mais o mar se distancia do logradouro. Fotografias registradas antes dos anos 70s comprovam que o mar alcançava a antiga murada de proteção, construída nas décadas de 30 e 40.

 

 

Fotógrafo não identificado

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Urbanização na década de 30. A abertura ocorreu no governo de Mário Pessoa. A pavimentação teve início com o Eusínio Lavigne e teve continuidade no segundo governo de Mário Pessoa.

Urbanização na década de 30. A utilização de uma motoniveladora, comprovando a capacidade dos antigos governantes em buscar sempre novas tecnologias. (Acervo: Associação Comercial de Ilhéus).

 

No centro da avenida os antigos postes de iluminação, que hoje se encontram na Fazenda Palestina (município de Mascote), comprados como ‘ferro velho’ por José Macêdo de Carvalho (Carvalhinho), devidamente autorizado pela Câmara Municipal, em 1961. Ainda estão em uso.

O único exemplar existente em Ilhéus (pelo menos em via pública) encontra-se na porta do Bataclan e foi guardado por Pedro Farias de Souza. Não pôde ser totalmente recuperado, pois os braços que ornamentavam a peça e sustentavam as luminárias foram perdidos.

Hoje a velha avenida, além das residências, abriga também muitos estabelecimentos comerciais.

 

 

Fotógrafo não identificado

 

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Após o imóvel de dois andares, ao centro da fotografia, fica a esquina onde foi construído o Edifício Santa Clara, inaugurado em 1961.

Em primeiro plano a residência de Amarílio Mello. A casa com grade pertencia a Estrada de Ferro Ilhéus-Conquista. Ao fundo a residência de verão do Coronel Misael Tavares.

 

 

Fotógrafo não identificado

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Fotografias com tomadas em ângulos aproximados, destacando as marés baixa e alta. Pode-se notar que existia muito pouca vegetação na praia, próximo a murada de contenção. (Acervo: Maria de Lourdes Nora).

 

 

Foto: FRANCINO

Fotografia da Década de 40, com os postes de iluminação central, retirados em 1961. Pode-se notar a recente pavimentação. (Acervo: Iratê Badaró).

 

 

 

Fontes: MINHA ILHÉUS (2005)

Acervo de fotos: JOSÉ NAZAL, MARIA LUIZA MALTEZ NORA, ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE ILHÉUS e IRATÊ BADARÓ

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Desenvolvimento: José Nazal