Igreja de Nossa Senhora das Vitórias

Situada no alto da colina, foi edificada no final do Século XVI. Inicialmente, era dedicada à Nossa Senhora das Neves e, após a vitória dos colonos às invasões estrangeiras e ataques indígenas, passou a ser dedicada à Nossa Senhora das Vitórias, pois os habitantes creditaram à ajuda de Nossa Senhora para conseguir as vitórias.

Em 1897, a igreja sofreu um incêndio, sendo restaurada em 1905 pelo Coronel Domingos Fernandes da Silva, que alterou o antigo estilo colonial para o neo-gótico.

Em 1970, sofreu nova reforma, comandada por Maria Catarina Lavigne de Lemos e Cremilda Maltez Bastos, voltando ao estilo colonial. O principal financiador da obra foi o fazendeiro Jerônimo Ferreira.

"É, porém, aceitável isto: depois da batalha dos nadadores, entrou Mém de Sá na Vila de São Jorge, dirigindo-se imediatamente à igreja de Nossa Senhora da Vitória, onde lhe rendeu graças em público pelo que lhe acabara de proporcionar, 'e foi levado de todo o povo como em triunfo, por libertado de suas terras, e vingador dos seus agravos'. No rol das condições impostas aos índios vencidos estavam as duas seguintes: não fariam guerra aos outros brasis sem licença do governador; e localizar-se-iam em grandes aldeias, onde viveriam à maneira dos civilizados, levantando igrejas e casa para os jesuítas" (CAMPOS, 1981).

“Os tupiniquins viveram sempre em bom acordo com os donatários da Capitania de Ilhéus, originando daí o seu progresso.

De Lucas Giraldes, como vimos, ela passou à D. Anna de Athayde Castro até 1761, quando reverteu à Coroa.

Nesta Vila abrigou-se Francisco Pereira Coutinho, donatário da Capitania de Todos os Santos, inclusive Caramuru, quando forçados pelo rompimento dos Tupinambás que destruíram ali todos os engenhos de açúcar.

Quando os holandeses se apossaram de várias Capitanias do Brasil, Lichthard, enviado do Conde Mauricio de Nassau, foi repelido pelos habitantes não obstante terem conseguido levantar dois fortes, um na boca da Barra sobre os arrecifes do Morro de Pernambuco e outro sobre os recifes do Unhão no ângulo que dá para a boca da Barra e ancoradouro da cidade, doa quais ainda existem ruínas.

A vitória alcançada contra os invasores foi no Morro, onde para comemorar o feliz acontecimento, fundaram a Capela de Nossa Senhora da Vitória, a qual é a que acaba de ser reformada pelo Coronel Domingos Fernandes da Silva, achando-se completamente transformada” (BARROS, 1915).

“75. Províncias dos Ilhéus - Em quinze graus escassos tem assento a Província dos Ilhéus, assim chamada pelos que a natureza lhe pôs na foz do rio. A sua Cabeça é a Vila de S. Jorge: tem Igreja Matriz, duas Capelas, uma de Nossa Senhora da Vitória, outra de S. Sebastião, e um Colégio dos Religiosos da Companhia. Duas fortalezas a defendem, uma na barra, outra apartada dela, mas sobre um monte eminente ao mar” (ROCHA PITA, 1976).

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Desenvolvimento: José Nazal