Igreja de Nossa Senhora da Escada

A Igreja está inserida no tradicional "quadrado jesuítico" e foi edificada 60 anos antes da expulsão dos jesuítas do Brasil. A Igreja sofreu intervenções que prejudicaram sua integridade, com a construção da Casa Paroquial e ampliação da sacristia.

“Olivença era habitada exclusivamente por índios tabajaras e tupis ou tupinagnês, que se alimentavam de peixe, farinha e frutas. Boa igreja, construída em 1700 pelos jesuítas. Perseguiram-na muito os selvagens pataxós. Dos seus 454 moradores disse Lisboa serem uns infelizes. Trajavam os homens calça e camisa de algodão ou estopa, ao passo que suas mulheres e filhas apresentavam-se quasi nuas, ‘como se ainda agora saíssem das mãos da natureza’" (CAMPOS, 1981).

“Derramado sobre a lamba verde de suave elevação, e distante 16 quilômetros de Ilhéus, a antiga aldeia de Nossa Senhora da Escada apresenta-se em atitude contemplativa em face de largo painel do mar azul e infinito. ‘Olivença é um paraíso’, disse Eusínio Lavigne. É lugar de maravilha para uma estação de repouso pela amenidade do clima, pela placidez de sua vida remansada e silente, pelas suas águas abundantes e salutíferas, que têm produzido curas admiráveis em casos de afecções nefríticas, do estômago, da circulação e hepáticas, bem como beriberi, e polinevrites. Uma das fontes denomina-se dos Padres. Reminiscência, sem dúvida, do tempo dos jesuítas. Duas únicas ruas formam o povoado. Ainda agora o tipo indígena, quasi inderne de miscigenação de outros sangues, prepondera na massa da população. Olivença foi localidade onde nunca houve escravos. Certo morador que adquiriu dois negros viu-se logo forçado a vender um deles, e a alforriar o outro, por não lhe encontrar comprador. Os ‘caboclos de Olivença’ emigram com freqüência para as margens do rio Pardo, e demais paragens vizinhas, onde vão trabalhar como jornaleiros, voltando ao lar mal lhes dá na telha. Entre Ilhéus e Olivença corre a praia de Cururupe, verdadeiro edem à beira-mar, muito rasa, e uma das mais extensas e lindas do Brasil” (Ibid.).

“Porque acentuada fosse, de dia para dia, a decadência do município de Olivença, o poder legislativo estadual houve por bem suprimi-lo, após 154 anos de apagadíssima existência, anexando-o ao de Ilhéus como simples distrito de paz, tendo sede em São João do Pontal, tudo nos termos da lei n° 905, de 6 de novembro [1912].” (Ibid.).

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Desenvolvimento: José Nazal