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“Derramado sobre a lamba verde de suave elevação, e
distante
16 quilômetros
de Ilhéus, a antiga aldeia de Nossa Senhora da Escada
apresenta-se em atitude contemplativa em face de largo painel do
mar azul e infinito. ‘Olivença é um paraíso’, disse Eusínio
Lavigne. É lugar de maravilha para uma estação de repouso pela
amenidade do clima, pela placidez de sua vida remansada e silente,
pelas suas águas abundantes e salutíferas, que têm produzido
curas admiráveis em casos de afecções nefríticas, do estômago,
da circulação e hepáticas, bem como beriberi, e polinevrites.
Uma das fontes denomina-se dos Padres. Reminiscência, sem dúvida,
do tempo dos jesuítas. Duas únicas ruas formam o povoado. Ainda
agora o tipo indígena, quasi inderne de miscigenação de outros
sangues, prepondera na massa da população. Olivença foi
localidade onde nunca houve escravos. Certo morador que adquiriu
dois negros viu-se logo forçado a vender um deles, e a alforriar
o outro, por não lhe encontrar comprador. Os ‘caboclos de
Olivença’ emigram com freqüência para as margens do rio
Pardo, e demais paragens vizinhas, onde vão trabalhar como
jornaleiros, voltando ao lar mal lhes dá na telha. Entre Ilhéus
e Olivença corre a praia de Cururupe, verdadeiro edem à
beira-mar, muito rasa, e uma das mais extensas e lindas do
Brasil” (Ibid.).
“Porque acentuada fosse, de dia para dia, a
decadência do município de Olivença, o poder legislativo
estadual houve por bem suprimi-lo, após 154 anos de apagadíssima
existência, anexando-o ao de Ilhéus como simples distrito de
paz, tendo sede
em São João
do Pontal, tudo nos termos da lei n° 905, de 6 de novembro
[1912].” (Ibid.). |